Sabes todos estes anos não pude nunca, nem quis, conter os ímpetos viciantes de dedução a todas as inevitáveis previsibilidades do ser humano, em diferentes cenários, com diferentes personalidades, realidades, tornou-se tão comum como respirar, algo evidentemente ligado ao raciocínio mas ao mesmo tempo mecânico. Eu estabeleci uma associação mental entre o Homem e a lógica, que fez com que por consequência pensasse no Homem como uma máquina com todas as peças à vista, sem segredos indecifráveis, tomei como hábito vê-lo numa equação matemática sem incógnita. Está claro que nunca relações interpessoais me interessaram a nenhum nível, o único interesse que sempre tive foi o do alimento da mente através dos estímulos do mistério, circunstâncias muito específicas que envolvessem o tão irresistível "impossível" saído disparado com certezas inequívocas da boca de um qualquer pobre prisioneiro das suas próprias ideias pré-definidas, limitadas e facilmente contra-argumentáveis. No meio...