Sem Vista para a Meta
Tenho os medos do mundo
Cá dentro, saem para me fechar
Mais dentro de mim
E não me sai da cabeça
Que para se ser feliz
É preciso aprender a viver com eles
É preciso conhecer os que nunca vão desaparecer
Para se ter coragem para percorrer
O trilho mais pesado
Dar a volta mais longa
Esbarrar no obstáculo
Tentar de novo
Tenho as veias carregadas
De sangue a fervilhar
Aquecimento global
Não há novidade
No que toca a fazer-me mal
Poluição acumulada
Procuro pelo tratado para assinar
Sou um líder desencontrado
Do trilho mais pesado
Dou a volta mais longa
Esbarro no obstáculo
Tento de novo
E tento de novo
Tento mais uma vez
Outra até passar a véspera
De conseguir, acordado viver
O sonho, é este
Corre-se sem vista para a meta.
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